|
--
1ª
Parte - 12/01/2009
01
Ferraz - Fale sobre sua relação com a música.
Fábio
- Bom....eu sou musico ha 11 anos mais ou menos,atuando de
fato na area a mais ou menos uns 6 ou 7 anos....e a cada ano
desde o principio eu nunca me contentei com pouco,sempre buscava
desafios na area musical,sendo ela dificeis ou nao,ha 4 anos
atras,fui pra São Paulo buscar uma especialização
em um dos maiores conservatorios de musica do Brasil chamado
Souza Lima,onde fiz aula com o professor que eu sempre sonhei
em ter aula,que foi Edu Ardanuy- Dr.Sin,é um grande
guitarrista;lá eu tive contato com pessoas de todo
o canto do Brasil,aprendendo e conhecendo diversas culturas
que cada um deles trazia para o conservatorio,e com isso,a
minha mente abriu e se expandiu completamente...hoje,gosto
de todos os estilos de musicas,toco em uma banda de pop/rock
que mesclao samba-rock,o reggae e pop internacional,ja abrimos
shows para muitas bandas e artistas consagrados na musica
brasileira como O Rappa,Tianastacia,O Ira!Tihuana,CPM22,Paulo
Miklos (Titãs),temos um DVD de divulgação
gravado de forma profisisonal por pessoas competentes na area,e
tenho tambem uma banda cover do Rage Against the Machine,que
foi uma banda cover que me desafiou bastante pelo nivel das
musicas a serem tocadas iguais.
02
Ferraz - Fale sobre o body art na sua vida.
Fábio
- A Body-Art,entrou em minha vida aproximadamente há
8 anos,na verdade,desde de muito pequeno eu ja gostava,mas
como meus pais,principalmente o meu pai,tem aquela aquela
cabeça atrasada,de pessoas que vêem tatuagem
como coisa pra bandido eu sempre tive receio de fazer algo,até
eu criar coragem e fiz meus primeiros piercings,e deu no que
deu,ele ficou sem olhar na minha cara por quase um ano,eu
os tirei pra tentar abaixar a poeira,de nada adiantou,entao,passei
a fazer todos os piercings e algumas modificações
que gostava,depois de muuuitos anos,mesmo sendo contra,ele
conhece o filho que tem,e ve que isso nao intefere em nada
em meu carater,na minha personalidade,nas minhas responsabilidades
do dia-a-dia,e encara de uma forma não tão radical.
2ª
Parte - 10/02/2009
03
Ferraz - Além de teu pai,
como outras pessoas da tua família e amigos --------------------------reagiram
com tua busca pela body-art?
Fábio
- Olha, no começo foi muuuuito difícil até
pela época em que infelizmente não era muito
divulgada essa maravilhosa arte da body-art. Mesmo não
sendo ha tanto tempo atrás, e como sou do interior
de São Paulo, as coisas se tornam mais difíceis
ainda... Do pessoal que eu andava que eu curtia um role de
vez enquanto, do pessoal da minha banda, eu era o ÚNICO
ou digamos um dos únicos que tinha alargadores, tatuagens
e modificações... Então eu ficava um
pouco "constrangido" digamos assim, quando ia, por
exemplo, na casa de alguns de meus amigos, os pais deles arregalaaavam
os olhos olhando pra minha orelha, mas como todos que me conhecem
sabem da minha pessoal, do caráter e da integridade
que tenho e preservo independente dos meus gostos pessoais.
Nada melhor que poucos minutos de conversa para fazê-los
esquecerem das minhas tatuagens e modificações...
04
Ferraz - Fale sobre tua vida depois das modificações
corporais.
Fábio
- Sempre tive uma paixão muito grande por tatuagem,
piercings e body-arts. Mas meus pais são de família
conservadoras e tiveram aquela educação rígida,
eles sempre tiveram a mente fechada achando que quem tem tatuagem
é bandido, meu pai principalmente, ficou sem olhar
na minha cara por quase um ano por causa dos piercings. E
como Deus é Pai e não é padrasto, a vida
mostrou a ele o filho que ele tem, tendo tatuagem e etc. Sou
um filho honesto, trabalhador, não uso drogas, e não
dou trabalho nenhum, apenas gosto da maravilhosa arte da tatuagem
e body-arts. Já cansei de dar exemplos a ele sobre
muitos jovens de hoje em dia, que não tem tatuagem
nenhuma, e modificação nenhuma no corpo, e são
um bando de vagabundos, drogados, que só não
vendem a mãe pra consumir em drogas porque não
podem... Então hoje ele "aceita" de uma forma
menos radical este gosto pessoal que tenho...
05
Ferraz - Quais os comentários
que tu mais ouve sobre tuas escolhas em -------------------------modificar
o corpo?
Fábio
- Quando eu ainda tinha meus alargadores, os mais velhos já
tiravam sarro perguntando de que tribo de índio eu
era, outros falavam "você vai alargar tuas orelhas
até quanto?”, "não vai parar mesmo
com as tatuagens?”, “ta bom não ta não?”.
E a minha resposta era apenas sempre um sorriso, tentando
mostrar e falar com essas pessoas de uma forma calma e tranquila,
que o que eu fazia em meu corpo era apenas algo que me fazia
me sentir bem, que fazia me amar cada vez mais da forma como
eu me sentisse bem e não da forma como a sociedade
queria que eu fosse. Porque hoje em dia, somos escravos da
sociedade. Se eu fizer isso ou aquilo, o que as pessoas vão
pensar de mim? E essa pergunta rodeia infelizmente a mente
de muitas pessoas sendo elas tatuadas, modificadas, gays e
etc... O preconceito é uma visão de pessoas
atrasadas na atualidade em que vivemos. Muitas pessoas tiram
conclusões precipitadas demais, antes de conhecer uma
pessoa pelo seu interior, pela sua capacidade, e isso é
uma pena, pois não sabem muitas vezes, que podem estar
perdendo uma amizade tão valiosa, um profissional tão
ou mais competente do que uma pessoa normal...
Mais informações
sobre: http://www.loskrocomilos.com.br/
------Essa
entrevista continuará através de uma troca de
e-mails e consequêntimente as perguntas e respostas
serão publicadas aqui sem data prevista.
O conteúdo
e fotos desta entrevista são de responsabilidade do
entrevistado - Fábio
Stahl Nogarotto
- Qualquer uso de imagem que possa ser considerado indevido,
entrar em contato através do e-mail wag_ferraz@hotmail.com
que tomaremos as devidas providencias de remover o material
ou acrescentar os créditos adequados.
Wagner Ferraz |